sábado, junho 30, 2012

“Os alunos precisam aprender a aprender”


Professor doutor Laudelino José Sardá abriu o brunch, demonstrando que “empreender” é verbo-chave também na assessoria de comunicação (de imprensa).

Apreender e compartilhar conhecimentos, a partir do diálogo e experiências com profissionais consagrados, foi a finalidade do brunch promovido aos alunos do sétimo semestre pela disciplina de Assessoria de Imprensa do Curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, do Campus Universitário de Tubarão, no sábado, dia 16. O café matinal e especial, cujo acompanhamento para doces e salgados foi o “ingrediente do conhecimento”, voltado para a discussão da Assessoria de Comunicação (imprensa) no século XXI, por adesão, contou com as participações dos Professores Laudelino José Sardá e Eloy Simões, ambos com mais de 30 anos de experiência em comunicação em marketing. A atividade contou como Atividade Orientada Supervisionada da disciplina.
“Vocação não se ensina, se desperta”, destacou o professor, jornalista e escritor Laudelino José Sardá. Sardá estimulou os acadêmicos a irem além do tecnicismo nas práticas do jornalismo e assessoria de comunicação (e de imprensa), sintetizando o profissional – diferenciado - do novo milênio em duas competências: conhecimento e inquietação: “o novo jornalista e/ou assessor precisa enxergar para além dos fatos. Ter uma visão contextual”, destacou. O professor já trabalhou em grandes veículos como RBS, Jornal O Estado, onde foi chefe de redação. Além disso, já foi âncora e articulista de inúmeras emissoras de rádios, TV, impressos e Internet. Já coordenou o Curso de Comunicação Social e a área de Pós Graduação da Unisul. Na Universidade, atualmente é docente do curso de Comunicação Social e desempenha função de Assessor de Comunicação e Marketing.
Com a vida profissional repleta de experiências, Sardá “fisgou” a atenção. Ao afirmar que a sociedade vive num tempo de banalização da vida e da espetacularização dos fatos, o professor destacou que é preciso compreender o fato social para além da ótica “capitalista burra”:  “temos que ser jornalistas e não usuários. Qualquer cidadão, inclusive, já pode ser jornalista, com o acesso às diferentes técnicas e meios. Portanto, o jornalista, precisa ocupar o seu espaço, com competência, e sair da vala comum”, acrescenta.
Ainda segundo Sardá, os alunos precisam aprender a aprender, para explorar o conteúdo com qualidade e buscar o diferente: “as escolas têm que formar gente para mudar”, defende Sardá.
 Outro protagonista ilustre que enriqueceu a manhã, foi o publicitário, escritor e professor Eloy Simões. O professor já trabalhou em grandes agências de São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis. Foi um dos responsáveis pelo sucesso de campanhas publicitárias, como a dos carros DKV, Willys, Dalphine, Gordini, Ford Corcel e Gol. Além disso, lançou as marcas Chokito e Groselha vitaminada, além de comandar o marketing do São Paulo Futebol Clube.
O professor Elóy abordou o tema gerenciamento de crises em comunicação e marketing e os reflexos na assessoria de comunicação (de imprensa). A vasta experiência de Simões transmitiu aos estudantes um pouco do dia a dia deste profissional no mercado de trabalho: “o assessor de comunicação, assim como no marketing, precisa entender para atender o cliente, o consumidor”, enfatiza. Além disso, acrescentou: “não basta enxergar longe. É preciso ser ágil na antecipação e no diagnóstico das crises”.
Para a acadêmica Daiane de Oliveira Elias, do sétimo semestre, o conteúdo abordado pelo professor Simões sobre gerenciamento de crises, expandiu suas idéias, tema que desenvolverá em sua Monografia: “aprendi que, em uma situação de conflitos, é necessário revelar os fatos para a imprensa, por pior que eles sejam. Esconder faz com que a organização perca a credibilidade e, ainda, dá motivos para que o público externo tire suas próprias conclusões sobre o acontecido”, afirma. “A troca de experiências com profissionais renomados é uma grande oportunidade para nós que, enquanto acadêmicos, podemos conhecer na prática e o mercado de trabalho”, ainda destacou o acadêmico Eduardo Ventura. Já a acadêmica Raiany Wernke relata que as palestras também se diferenciaram pelo caráter motivacional: ”Os professores Sardá e Elóy são dois exemplos de profissionais bem sucedidos. Com os casos contados por eles também pude perceber o quanto pode ser gratificante a profissão de assessor de comunicação. Isto nos motiva”. Keilla Brasil, também acadêmica, acredita que esta “é uma grande oportunidade de aprendizado, ainda mais ouvir exemplos de profissionais que estão há anos no mercado”.
De acordo com o professor Willian Máximo, que promoveu o encontro e ministra a disciplina, existem semelhanças e diferenças entre a atuação do jornalista e do assessor de comunicação. “A linha, que delimita racionalismo, tecnicismo e sensibilidade é tênue no relacionamento com clientes e organizações. Por isso, a importância de apreender e compartilhar conhecimentos com profissionais tão competentes e experientes”, enfatiza.

Este texto foi produzido pela acadêmica do sétimo semestre do Curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, Luana de Oliveira.

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