'Redes sociais e política' foi o tema da aula magna do curso de Comunicação Social, ministrada pelo professor Toni Costa, realizada nesta terça-feira (13/8), no auditório do Cettal, em Tubarão
Monitorar os comentários das redes sociais passa definitivamente a fazer parte da corrida eleitoral. No entanto, para a tomada de decisões a partir dos comentários postados são necessárias ferramentas de monitoramento adequadas. Caso contrário, o político ou sua equipe não vai conseguir filtrar o que lhe interessa, dado o volume de postagens nas redes. “Não existe marketing sem tecnologia”. Esta foi a principal mensagem do palestrante Toni Costa, na aula magna realizada pelo curso de Comunicação Social, campus de Tubarão, nesta terça-feira (13/8), aos alunos, professores e convidados.
Para chegar a essa análise, Toni Costa se utilizou de estatísticas de acesso à internet e às redes sociais. Atualmente mais de 102 milhões de brasileiros já tem acesso à rede, o que é um número significativo, segundo o palestrante, que concentrou os dados nas principais redes sociais: Facebook, Twitter e YouTube.
De acordo com Costa, o Facebook, por exemplo, tem um bilhão de usuários no mundo. O Twitter tem 500 milhões, sendo que 11 novas contas são cadastradas a cada segundo. Já no YouTube são cadastradas 100 horas de vídeo por minuto. Essa rede contabiliza, no Brasil, 140 minutos de tempo médio gasto para assistir aos vídeos.
As manifestações no Brasil, iniciadas no Facebook, foram utilizadas pelo palestrante para contextualizar o poder que as redes sociais conquistaram. “O uso das redes sociais é algo novo e com dinâmica diferente de qualquer outro tipo de manifestação”, apontou Costa. Os protestos geraram, entre 13 de junho e 15 de julho, 548.944 publicações nas três redes sociais, informou o palestrante.
De acordo com as pesquisas realizadas, 89% dos brasileiros aprovam as manifestações. Na avaliação de Costa, esse dado demonstra que os políticos e governantes precisam fazer a reflexão das causas e consequências do fenômeno para a democracia brasileira. O palestrante deixou um recado importante: “para atuar na democracia, os governantes vão ter que estudar as redes sociais para tomar atitudes em vez de somente tentar localizar lideranças do movimento”. Isto porque, as manifestações nascidas nas redes sociais “não têm liderança”, avisa.
Toni Costa é formado em administração de empresas com especialização em marketing e é professor do curso de Publicidade e Propaganda da Unisul.
Crédito: Unisul Hoje
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