Por Matheus Steinmetz Marques
Logo antes do início da palestra, eu conversava com duas
colegas sobre nossas expectativas acerca do que estava prestes a acontecer ali.
Discutíamos a respeito da real importância, para nós, daquele evento: “Poxa, é
o Caco Barcellos quem vai estar aí, mas ele vem para falar sobre
empreendedorismo. Qual a serventia disso para nós, estudantes de jornalismo?”.
Bem, não muito depois, nossa pergunta foi respondida.
Aquele homem baixinho, franzino e grisalho tinha muito a nos
oferecer. Muito mais do que esperávamos para aquela noite. Se não para todos,
pelo menos para mim.
Às vezes, em meio a tantas e tão desgastantes tarefas e
trabalhos acadêmicos, é comum pensarmos em jogar tudo para o alto e desistir.
Talvez nos subestimemos demais. Mas, momentos como os daquela noite renovam
nossos sonhos, revigoram nossas forças, assim como a nós mesmos. Situações como
essas reforçam as convicções, a certeza de quem está apenas começando a trilhar
esse caminho, que requer perseverança, dedicação e, por que não, talento.
Aquilo foi uma injeção de ânimo para mim. Ver que ele era
uma pessoa assim como eu, que provavelmente passou por muito mais dificuldades
do que eu tive e ainda terei, e chegou onde muitos almejam, e poucos alcançam.
Enquanto ele falava, eu via ali uma pessoa bem-sucedida no
que faz, e percebi o porquê disso acontecer.
Ele falava tão bem, e suas
colocações apresentavam tão bons argumentos, que o faziam se agigantar perante
todos, principalmente aos meus olhos. Era impossível não pensar em querer ser
como ele.
No fim, após a palestra, não consegui conhecê-lo, muito
menos conversar com ele. Talvez tenha sido melhor. Dizem que é preferível que
não conheçamos nossos ídolos, que evitemos possíveis decepções. Não acho que
seja esse o caso, mas pelo menos meu respeito por ele continua o mesmo, quiçá
até maior.
Quem sabe um dia esse encontro ainda aconteça.
Tomara...

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