segunda-feira, junho 18, 2012

Laudelino Santos Neto: o jornal e o tempo


Jornalista Laudelino Santos Neto é fundador do Curso de Comunicação Social da Unisul Tubarão, escola de Jornalismo das mais importantes do Sul do país

Quem vê o professor Laudelino Santos Neto, do alto dos seus 67 anos, não imagina a capacidade de realização que está sob aquele manto de cordialidade e de tranquilidade. Jornalista, professor e psicanalista, nascido na região da Chapada de Diamantina, um dos pontos mais belos do país, na Bahia, trabalhou no jornalismo na cidade do Rio de Janeiro, quando ainda era a Capital da República, na Super Rádio Tupy, Jornal do Brasil e Correio da Manhã. Criou no Jornal O Estado, em Florianópolis, o primeiro departamento de pesquisa na área de Jornalismo do Sul do Brasil. Em Tubarão, foi idealizador e fundador do Cursode Comunicação Social da Unisul, que hoje comemora 20 anos de funcionamento, em Tubarão, e responsável pela entrada da Unisul no projeto da Unisul TV, há seis anos no ar e com 10 horas diárias de programação local.
Santos Neto, há mais de 40 anos residindo em Tubarão, é um pensador do papel da comunicação social em nosso tempo. “O papel do jornal é determinado pelo fator tempo. O Jornal Nacional, da Globo, tem 40 minutos e a maioria dos programas de rádio oscila em torno de uma hora. Com a queda das torres gêmeas de Nova Iorque, por exemplo, os jornais puderam aglutinar articulistas, especialistas e lançar no dia seguinte edições completíssimas, o que não ocorreu com a televisão e os rádios, que correram contra o relógio de forma acelerada e aleatória. Entendo que não ocorrerá necessariamente a extinção dos jornais, mas acredito em um perfeito casamento com as novas tecnologias. O jornal não será mais de um dia para o outro, mas uma publicação que se locupleta diariamente pela web”, sentencia.
O projeto pedagógico do curso de Comunicação Social da Unisul, proposto pelo professor Laudelino Santos Neto, no início dos anos 1990, um dos primeiros do Estado de Santa Catarina, já era moderno àquela época. “Era um projeto de curso à frente do tempo. O Santos Neto criou um curso moderno, que atraiu a atenção de jornalistas que atuavam em toda a região e um grupo de jovens visionários e idealistas que queriam a formação de jornalista, uma profissão romântica e extremamente interessante com grande responsabilidade social”, lembra o professor Laudelino José Sarda, hoje Assessor de Comunicação da Unisul e xará do colega e grande amigo.
Além de planejar a existência do Curso, há mais de 20 anos, foi de Santos Neto a ideia e pedir ao governo Federal a concessão de um canal de televisão, hoje a Unisul TV, e outro canal de rádio. A emissora FM Educativa ainda é um desejo da Universidade.

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