quarta-feira, agosto 03, 2011

Quinze anos da primeira turma de Jornalismo

A primeira turma de Jornalismo formada pelo curso de Comunicação Social da Unisul, turma Jornalista Manoel Aguiar completa hoje 15 anos. No dia 3 de agosto de 1996, no Clube 7 de Julho às 20 horas, iniciava-se a colação de grau de vinte cinco novos jornalistas. Naquela época nem todos sabiam onde iriam parar, hoje, sabemos que alguns fizeram, e ainda fazem, parte da historia da imprensa de Tubarão e região.

Formandos de 1996 com o paraninfo Pedro Sirotsky.

Podemos dizer que tal conquista foi possível graças ao empenho de cada um dos formandos, mas é importante lembrar que um homem trabalhou para que o curso de Comunicação Social da Unisul, terceiro curso de Jornalismo mais antigo no estado, existisse. O fundador e então coordenador do curso, professor Laudelino Santos Neto, foi o responsável, também, pelo projeto de rádio da Unisul e da Unisul TV, que hoje mudou a realidade de quem vive em Tubarão.

Para o professor Laudelino Santos Neto, o curso é um norteador da comunicação e a primeira turma foi de grandes profissionais. “Desde a criação do projeto do curso de Comunicação Social conseguimos alcançar quase tudo o que foi proposto para torná-lo um norteador na área, faltando apenas à rádio universitária. Temos a editora que surgiu junto, realizando as publicações. A Unisul TV que hoje é realidade na região e da qual realizei pedido de concessão e do projeto pedagógico. Sobre os alunos, vários dos alunos da primeira turma já trabalhavam na área exercendo a profissão e vieram buscar uma qualificação melhor. Foi uma turma de alunos brilhantes”, relembra Neto.
“Somos no máximo contadores de histórias, jamais protagonistas”

A frase acima foi escolhida pela jornalista Mylene Salgado para legendar a sua foto no convite para a formatura. Ela sempre gostou do trabalho com assessoria de imprensa, área em que atua hoje e desde antes da formatura já trabalhava com comunicação. Uma das lembranças que marcaram o dia da formatura foram os livros que o padrinho Pedro Sirotsky deu de presente para os formandos: as biografias de Mauricio Sirotsky e Assis Chateaubriand. A festa foi como ela esperava, com a presença dos amigos e da família.

Há 15 anos o curso de Jornalismo era bem diferente. “Foi bem difícil nos formarmos, sofremos bastante para conseguir laboratórios. Chegamos a um ponto em que pressionamos a reitoria porque não havia como continuar sem a instalação dos laboratórios de rádio, televisão e fotografia. Não tínhamos máquinas digitais, revelávamos as fotos no estúdio, vinham professores de fora para nos ensinar”, recorda.

Mylene vê o mercado hoje com espaço para os novos jornalistas. “Os estudantes agora saem da faculdade mais modernizados, com idéias diferentes. Eu trabalho com um estagiário do curso de Publicidade e Propaganda que domina certas técnicas diferentes. Eu comecei a trabalhar com uma máquina de escrever, hoje as coisas estão muito mudadas, por isso temos que estar sempre atualizados”, analisa a jornalista.

Revendo o convite de formatura da primeira turma de Jornalismo da Unisul percebe-se que a citação de Clóvis Rossi continua atual e refletindo o trabalho destes profissionais que a universidade formou, e ainda forma, quando diz: “Jornalismo, por isso, só vale a pena pela sensação de se poder ser testemunha ocular da história de seu tempo”.

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